Quando lemos as sagradas escrituras e verificamos a sagacidade do povo em condenar Jesus a morte, não entendemos como os mesmos homens e mulheres que gritavam: “Hosana ao Filho de Davi” puderam dias depois gritar: “Crucifica-o”. Parece um absurdo, um paradoxo.
Nos últimos dias tive a impressão de estar vendo a mesmas cenas, mas com personagens diferentes. Como os católicos são influenciados por um mídia que cultua a morte. Como apresentadores esbravejam palavras de ordem contra a igreja chamando-a de retrógrada e machista em seus programas que se auto-intitulam fazedores de Justiça. Os mesmo formadores de opinião que dizem estar emocionados quando Bento XVI estive em terras brasileiras, os mesmos que viajam até Fátima em Portugal santuário Mariana para pagar suas promessas por graças e curas recebidas. Quem dera se esta voracidade em caluniar e difamar fosse exercida para defender e compreender. Num momento de extrema angústia e comoção nacional, num momento em que a fragilidade de uma sociedade que está perdendo seus valores está exposta, homens e mulheres se aproveitam dos fatos lamentáveis como os acontecidos na cidade de Alagoinha em Pernambuco para disseminar uma cultura pró-aborto.
Levados pela mídia que nem se quer tenta compreender o papel da Igreja e que injeta nos corações de várias pessoas influenciáveis e sem opinião própria aquilo que elas devem pensar e de que modo devem agir, as pessoas optam sempre pelo mais fácil e por aquilo que nos traz menos problemas. É a cultura do descartável. A Igreja se manifesta:
“Não posso acreditar que os direitos humanos sejam só para um lado, assim como não sei como cristãos conseguem defender o assassinato de inocentes. É realmente interessante o fato e o destaque que foi dado! Mesmo considerando que para Igreja, segundo o Direito Canônico, o fato da morte de um inocente indefeso é um ato que tira da comunhão eclesial a pessoa que o pratica, porém depende também da liberdade de consciência com que a pessoa está ao fazê-lo. Quando uma pessoa que, tendo seus desequilíbrios emocionais, é capaz de usar sexualmente e brutalmente de uma criança a sociedade deveria se perguntar: “porque chegamos a isso?” Do modo que coisas se movem no mundo, é bem capaz que o que hoje é crime amanhã seja virtude, como já aconteceu em muitas outras situações – veja-se nesse caso toda a campanha pró-aborto.”
Esta é uma carta escrita por Dom Orani João Tempesta, novo arcebispo do Rio de Janeiro descreve bem como a indignação igreja do Brasil. O mesmo sentimento atingiu o coração de Dom Antonio Carlos Rossi Keller, no Rio Grande do Sul ao escrever uma Nota Pastoral, recomendando que esta seja lida nas missa dos dias 14 e 15 de março:
“Para a Igreja, o aborto voluntário, diretamente provocado, é sempre gravemente ilícito. O cânon 1398, que prevê a pena de excomunhão “latae sententiae” (ou seja, sem necessidade da intervenção da autoridade judicial da igreja, pelo próprio fato de se ter cometido o delito com plena responsabilidade) não faz nenhuma exceção quanto aos motivos do aborto. A pena de excomunhão atinge a todos os que, conscientemente, intervêm no processo abortivo, quer com a cooperação material (médico, enfermeira, etc.), quer com a cooperação moral verdadeiramente eficaz: pais e todos aqueles que forçam a concretização do crime. No caso específico de Alagoinhas (PE), a menor grávida não tem nenhum tipo de responsabilidade, por incapacidade de decisão e pelo que agora se entende, segundo o testemunho do pároco do lugar, também os pais da menor foram fortemente pressionados, e até mesmo enganados a respeito da gravidade do estado de saúde da menor, por alguns funcionários da estrutura pública onde foi realizado o aborto. Portanto, quase que certamente os pais da menor não incorreram em tal pena, já que foram pressionados psicologicamente a autorizar tal ato.
O Exmo. Sr. Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, OC não excomungou ninguém. Tão simplesmente recordou aquilo que é o ensinamento tradicional da Igreja nestes casos, ou seja, aquilo que já foi explicado no item anterior: todos aqueles que atuam, de forma voluntária e consciente no crime do aborto, estão fora da comunhão da Igreja.
Sua Excia. Revma. também explicou o sentido da pena de excomunhão, que é a privação dos bens espirituais e a limitação do exercício dos direitos como católicos. A pena existe para que se entenda a gravidade do mal cometido, e para que quem a comete possa refletir e pedir perdão a Deus pelo mal realizado, bem como para punir também o escândalo produzido pela atitude errada. A finalidade da pena é, portanto, a de um remédio espiritual.
O que de fato causa espécie em toda esta polêmica é a atitude daqueles que defendem o aborto, que exigem todo o direito de expressar suas opiniões e conceitos, mas não aceitam que a Igreja, fundamentada na Doutrina de Cristo e de Seu Evangelho, possa exercer também o mesmo direito. Esta é a liberdade de expressão que predomina em muitos destes grupos de pressão.”
Fica aqui minha indignação em relação a este doloroso caso. Como já não bastasse a uma criança ser molestada sexualmente por aquele que a deveria proteger, agora sem entender absolutamente nada do que está acontecendo (as “autoridades” disseram a menina que ela tinha vermes) também é vítima de outra violência. Violência esta, silenciosa, que muitos querem ver não mais como uma contravenção, pelo simples fato de que sua execução já é largamente difundida pelo país, mesmo que ilegal. Deveríamos legalizar o homicídio também pois ele acontece todos os dias em todas as cidades. A única diferença é que não mais na surdina e sim aos olhos de todos.
Que os gêmeos que agora estão no céu intercedam por nós, gênero humano, e por nossa insanidade.
quarta-feira, 11 de março de 2009
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Manto de Açucenas

Pousando levemente no andor
os pés da Virgem Mãe lembram apenas
as pombas tão amadas do Senhor
num manto imaculado de açucenas
num manto imaculado de açucenas
E vão pro mundo fora caminhando
nessa doce missão de proteger
quem vive tristemente procurando
a forma mais humana de viver
Senhora Teu sorriso magoado
acorda a nossa alma adormecida
e faz sentir a dor de ter pecado
de todas a maior da nossa vida
Senhora Teu sorriso magoado
acorda a nossa alma adormecida
E todo proteção e caridade
seu rosto vai sorrindo a quem o vê
num gesto de carinho e de bondade
tocando mesmo aquele que não crê
E leves vão batendo Tuas contas
ao doce caminhar do teu andor
e em cada uma delas Tu descontas
as contas que devemos ao Senhor
Senhora Teu sorriso magoado
acorda a nossa alma adormecida
e faz sentir a dor de ter pecado
de todas a maior da nossa vida
Senhora Teu sorriso magoado
acorda a nossa alma adormecida
acorda a nossa alma adormecida
e faz sentir a dor de ter pecado
de todas a maior da nossa vida
Senhora Teu sorriso magoado
acorda a nossa alma adormecida
Cristina Branco
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Santa Sé aprova 3 alternativas ao “Ite, missa est”

VATICANO, terça-feira, 14 de outubro de 2008 - A Santa Sé aprovou três propostas alternativas ao “Ite, missa est” (Ide em paz), a saudação final da missa. As mudanças foram notificadas aos participantes do Sínodo dos Bispos pelo cardeal Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
As alternativas foram aprovadas pelo Papa bento XVI em resposta a uma petição apresentada pelo Sínodo de 2005 sobre a Eucaristia, no qual se haviam pedido fórmulas que expressassem o caráter missionário que deve acompanhar a celebração eucarística.
Segundo ilustrou o cardeal nigeriano, o Papa pediu que se apresentassem sugestões. A Congregação vaticana recebeu 72, a partir das quais redigiu 9. O Papa escolheu 3 delas.
As 3 fórmulas alternativas aparecem na terceira edição “typica” (de referência) emendada do Missal Romano, impressa na semana passada, informou o cardeal.
As 3 fórmulas são:
- “Ite ad Evangelium Domini nuntiandum” (Podeis ir anunciar o Evangelho do Senhor).
- “Ite in pace, glorificando vita vestra Dominum” (Podeis ir em paz, glorificando o Senhor com vossa vida).
- “Ite in pace” (recordala fórmula existente, “Ide em paz”). No tempo pascal se acrescenta “alleluia, alleluia” (aleluia, aleluia, aleluia).
A fórmula latina “Ite missa est” não foi removida.
O próprio cardeal Arinze explicou que o Compêndio Eucarístico, que havia sido pedido pelo Sínodo da Eucaristia, está quase terminado.
É um livro que definirá a doutrina sobre a Eucaristia, a bênção, a hora santa eucarística, a adoração, as orações antes e depois da missa, etc.
O cardeal Arinze disse que a Santa Sé, por indicação do Papa e a partir da petição do sínodo anterior, também está estudando o momento mais adequado para colocar na celebração eucarística a saudação da paz.
O Santo Padre disse que é preciso fazer uma opção: ou antes do “Agnus Dei” (Cordeiro de Deus) ou depois da oração dos fiéis. Cada conferência episcopal deve responder antes do final do mês de outubro. A Congregação dará 3 semanas de prazo para quem apresentar propostas com atraso. Depois, as propostas serão expostas ao Santo Padre e ele decidirá depois.
O cardeal disse, por último, que a sua Congregação está preparando um livro com material para homilias temáticas, com o objetivo de facilitar a pregação dos sacerdotes do mundo inteiro.
Cardeal Arinze
As alternativas foram aprovadas pelo Papa bento XVI em resposta a uma petição apresentada pelo Sínodo de 2005 sobre a Eucaristia, no qual se haviam pedido fórmulas que expressassem o caráter missionário que deve acompanhar a celebração eucarística.
Segundo ilustrou o cardeal nigeriano, o Papa pediu que se apresentassem sugestões. A Congregação vaticana recebeu 72, a partir das quais redigiu 9. O Papa escolheu 3 delas.
As 3 fórmulas alternativas aparecem na terceira edição “typica” (de referência) emendada do Missal Romano, impressa na semana passada, informou o cardeal.
As 3 fórmulas são:
- “Ite ad Evangelium Domini nuntiandum” (Podeis ir anunciar o Evangelho do Senhor).
- “Ite in pace, glorificando vita vestra Dominum” (Podeis ir em paz, glorificando o Senhor com vossa vida).
- “Ite in pace” (recordala fórmula existente, “Ide em paz”). No tempo pascal se acrescenta “alleluia, alleluia” (aleluia, aleluia, aleluia).
A fórmula latina “Ite missa est” não foi removida.
O próprio cardeal Arinze explicou que o Compêndio Eucarístico, que havia sido pedido pelo Sínodo da Eucaristia, está quase terminado.
É um livro que definirá a doutrina sobre a Eucaristia, a bênção, a hora santa eucarística, a adoração, as orações antes e depois da missa, etc.
O cardeal Arinze disse que a Santa Sé, por indicação do Papa e a partir da petição do sínodo anterior, também está estudando o momento mais adequado para colocar na celebração eucarística a saudação da paz.
O Santo Padre disse que é preciso fazer uma opção: ou antes do “Agnus Dei” (Cordeiro de Deus) ou depois da oração dos fiéis. Cada conferência episcopal deve responder antes do final do mês de outubro. A Congregação dará 3 semanas de prazo para quem apresentar propostas com atraso. Depois, as propostas serão expostas ao Santo Padre e ele decidirá depois.
O cardeal disse, por último, que a sua Congregação está preparando um livro com material para homilias temáticas, com o objetivo de facilitar a pregação dos sacerdotes do mundo inteiro.
Cardeal Arinze
domingo, 12 de outubro de 2008
Santo Inácio de Antioquia

Santo Inácio de Antioquia, no século II, discípulo de São João Evangelista. Estando preso em Roma para ser executado, soube que cristãos eminentes tentavam libertá-lo e estavam rezando nessa intenção. Escreveu-lhes então no sentido de que desistissem de tal intento, estas belas palavras: “Peço-lhes que não dispensem uma bondade inoportuna em meu favor. Deixem que eu seja devorado pelas feras, através das quais chegarei à presença de Deus. Eu sou o trigo de Deus e é preciso que eu seja triturado pelos dentes dos animais selvagens para tornar-me puro pão de Cristo”. O que realmente se realizou.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Trabalhos na Igreja Divino Espírito Santo II
Trabalhos na Igreja Divino Espírito Santo
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Vir a ser
Eu procuro por mim.
Eu procuro por tudo o que é meu
e que em mim se esconde.
Eu procuro por um saber
que ainda não sei,
mas que de alguma forma já sabe em mim.
Eu sou assim...
processo constante de vir a ser.
O que sou e ainda serei
são verbos que se conjugam
sob áurea de um mistério fascinante.
Eu me recebo de Deus e a Ele me devolvo.
Movimento que não termina
porque terminar é o mesmo que deixar de ser.
Eu sou o que sou na medida em que
me permito ser.
E quando não sou é porque o ser eu não
soube escolher.
Padre Fábio de Melo scj
Eu procuro por tudo o que é meu
e que em mim se esconde.
Eu procuro por um saber
que ainda não sei,
mas que de alguma forma já sabe em mim.
Eu sou assim...
processo constante de vir a ser.
O que sou e ainda serei
são verbos que se conjugam
sob áurea de um mistério fascinante.
Eu me recebo de Deus e a Ele me devolvo.
Movimento que não termina
porque terminar é o mesmo que deixar de ser.
Eu sou o que sou na medida em que
me permito ser.
E quando não sou é porque o ser eu não
soube escolher.
Padre Fábio de Melo scj
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